domingo, 4 de setembro de 2011

Perpetuação e Umas raízes



Olhei-os de longe.

Percebi-os na longínqua tempestade da

Agitação e da danação alheia

Loucos por inundações de vazios.


Apressadamente as vidas se esbarram

Retomando um período de vivacidade.

- Enlamear-se é grotescamente indispensável!

O crescimento se dá diante da calefação.


O acordo para o momento do despertar

Foi pré-estabelecido e na linha vespertina

As palavras foram soltas, jogadas.

Lançadas ao mais puro e simples ouvido, o teu.


Rude, inconfundível e terno olhar perdido

Do Horizonte-Mar do azul desta manhã.

- Abertura para o Astro-Maior.

Minha parte de mim mais pulsante.


O ritmo que se fez e o grito que se deu

Foram suficientes para o beija-flor agir e

Vir e parar e beijar e cuidar e sugar e

Beijar e largar A flor e Re-Voar...


Fabrício Caetano

Domingo – 4 de Set. de 2011*
Fotografia por: Mim.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Cosmologia Intrínseca



Dentro de uma piscina de óleo

Eu tentei buscar um fundo real e

Arrastei uma centelha comigo, mas

Submergi e deixei-a presa.


Percebi que nenhuma imagem

Pode ser guardada ao ponto crítico.

A mudança é de essencial necessidade

- Enquadramento de relações.


O físico-químico

Imagético e suspeitável

Não absolutamente crido, mas sentido.

É alvo de especulação.


E quem é possuidor do claro imutável?

- “Minha verdade é a sua mentira!”.

Deixe meus esclarecimentos dentro do crânio

Sendo observado por minhas linhas in/suspeitas.


Eu-modificador, eu-receptor;

Eu-criador, eu-posse, eu-possuidor.

Faísca embebida em certeza relativa

Vontade e necessidade criada na vida.


Fabrício Caetano, 22 de Agosto de 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

Lá por trás do Mar.



As aguinhas, todas

Molhadinhas, caindo

Do meu olhinho, tristinho,

Apertado contra a tela.


Os amorezinhos, todos

Perfeitinhos, sorrindo,

Se afastando devagarinho

Do meu terrero.


Duas conchinhas,

Com areinhas doendo,

Formando pérola negrinha

Da minha dor.


Lancei-me de levezinho,

A queda foi dura!

Acabei na aguinha, sozinho,

Molhadinho, apertadinho contra a Terra.


Fabrício Caetano, 12 de Julho de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Little Cinzas/Pequenas Ashes




O som das palavras,
O tom dos quadros,
As vontades no ativismo
Trouxeram-me a mim.

Os bigodes,
Os olhos,
E a altivez
Dos corpos, atraíram-me.

E agora novamente vejo-me.
Sinto-me e apego-me;
Jogo-me em líquidos e
Encanto-me.

Percebo-me nele.
Como foi uma vez no passado
Quero os sons, as palavras;
O Trèschic - O elegante.
A Nova Palavra.

À Frederico Garcia Lorca, Luis Buñuel & Salvador Dalí

Fabrício caetano - 23 de Junho de 2011

domingo, 29 de maio de 2011

Todos Viram


Guiei-me novamente a uma ruela

E lá vi luzes artificiais que me atraiam.

Cai numa emboscada,

Emboscada criada por minha própria ingenuidade.


Só arco.

Sou arco sem violino;

Quando o som molhado na madrugada

Entorpece-me e impede-me.


E por meio das folhas todas do lugar

Uma brisa levanta a mais bela,

Com amêndoas nos olhos,

Que me inspiram antes do dilúvio e encantam-me.


Buscar por uma redenção, uma proteção.

Recriar uma serenidade ayam - violeta

Buscar pelo discernimento, encontrar a saída!


Fabrício Caetano, 29 de Maio de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ainda sem raios




No dia passado a cor me veio aos olhos

E me inspirei.

Nos momentos seguintes vieram

Consolações pela presença querida.


A confirmação da necessidade da junção

Estava clara quando foi dita.

Instantes de conforto.

Chega o etílico e tudo vai, coincidentemente...


Entre varias cabeças

Algumas se destacam

E merecem ser decapitadas antes de

Se tornarem como trepadeiras

...tarde de mais.


Os melancólicos olhares se instalam

Onde havia o encantamento

Outra esperança vem fugaz e vou...

You & me – o violino, à noite, a emoção.


Fabrício Caetano 23 de Maio de 2011

Foto: Fabrício Cae.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O pai dos 4



Estou percebendo uma nova chance de carinho.

Fico com o músculo real em pedacinhos

Enquanto minha mente se conforta e

Abre-se como um pergaminho.


Ouvindo amores e

Querendo dores de amores;

Tendo em vista

Uns olhos sorridentes que vêem tudo brilhar;


Olhos mansos, tranqüilos.

Olhos que me pedem,

Olhos que me inspiram,

Bocas que padecem em sons inaudíveis.


Pleno reconhecimento do genuíno

Busca carnal, sem ser banal.

Tons em preto & preto.

Intercalados pelos tons brancos impuros


Fabrício caetano, 18 de Maio de 2011