Hoje em sonho Minha Infância me visitou:
Meu peito gritou, minhas pernas correram, eu queria abraçá-la.


A idéia foi concretizada
E mitificada durante os dias....
Os ventos uivantes da terra distante
Fizeram os momentos amarelarem-se
Em busca dos devaneios.
Quando a brisa veio até mim
E cortou bruscamente os tons do meu rosto
Foram sentidas dores de encontros passados.
Uni-me ao balanço dos loucos.
Desde então as vistas cresceram,
Os espaços brincaram e sons pararam.
- A música já existia!
Ali. Guardada debaixo da
Árvore dourada de sinais de sol
E me apanhava maternalmente.
As guerras não alcançavam o externo
E os meios vivos já não tão vivos vibraram.
- União perfeito-estranha de frio para frio.
Fabrício Caetano
19 – setembro de 2011
Foto : Fabrício Caetano
Olhei-os de longe.
Percebi-os na longínqua tempestade da
Agitação e da danação alheia
Loucos por inundações de vazios.
Apressadamente as vidas se esbarram
Retomando um período de vivacidade.
- Enlamear-se é grotescamente indispensável!
O crescimento se dá diante da calefação.
O acordo para o momento do despertar
Foi pré-estabelecido e na linha vespertina
As palavras foram soltas, jogadas.
Lançadas ao mais puro e simples ouvido, o teu.
Rude, inconfundível e terno olhar perdido
Do Horizonte-Mar do azul desta manhã.
- Abertura para o Astro-Maior.
Minha parte de mim mais pulsante.
O ritmo que se fez e o grito que se deu
Foram suficientes para o beija-flor agir e
Vir e parar e beijar e cuidar e sugar e
Beijar e largar A flor e Re-Voar...
Fabrício Caetano
Domingo – 4 de Set. de 2011*
Fotografia por: Mim.
Dentro de uma piscina de óleo
Eu tentei buscar um fundo real e
Arrastei uma centelha comigo, mas
Submergi e deixei-a presa.
Percebi que nenhuma imagem
Pode ser guardada ao ponto crítico.
A mudança é de essencial necessidade
- Enquadramento de relações.
O físico-químico
Imagético e suspeitável
Não absolutamente crido, mas sentido.
É alvo de especulação.
E quem é possuidor do claro imutável?
- “Minha verdade é a sua mentira!”.
Deixe meus esclarecimentos dentro do crânio
Sendo observado por minhas linhas in/suspeitas.
Eu-modificador, eu-receptor;
Eu-criador, eu-posse, eu-possuidor.
Faísca embebida em certeza relativa
Vontade e necessidade criada na vida.
Fabrício Caetano, 22 de Agosto de 2011

As aguinhas, todas
Molhadinhas, caindo
Do meu olhinho, tristinho,
Apertado contra a tela.
Os amorezinhos, todos
Perfeitinhos, sorrindo,
Se afastando devagarinho
Do meu terrero.
Duas conchinhas,
Com areinhas doendo,
Formando pérola negrinha
Da minha dor.
Lancei-me de levezinho,
A queda foi dura!
Acabei na aguinha, sozinho,
Molhadinho, apertadinho contra a Terra.
Fabrício Caetano, 12 de Julho de 2011


Guiei-me novamente a uma ruela
E lá vi luzes artificiais que me atraiam.
Cai numa emboscada,
Emboscada criada por minha própria ingenuidade.
Só arco.
Sou arco sem violino;
Quando o som molhado na madrugada
Entorpece-me e impede-me.
E por meio das folhas todas do lugar
Uma brisa levanta a mais bela,
Com amêndoas nos olhos,
Que me inspiram antes do dilúvio e encantam-me.
Buscar por uma redenção, uma proteção.
Recriar uma serenidade ayam - violeta
Buscar pelo discernimento, encontrar a saída!
Fabrício Caetano, 29 de Maio de 2011
No dia passado a cor me veio aos olhos
E me inspirei.
Nos momentos seguintes vieram
Consolações pela presença querida.
A confirmação da necessidade da junção
Estava clara quando foi dita.
Instantes de conforto.
Chega o etílico e tudo vai, coincidentemente...
Entre varias cabeças
Algumas se destacam
E merecem ser decapitadas antes de
Se tornarem como trepadeiras
...tarde de mais.
Os melancólicos olhares se instalam
Onde havia o encantamento
Outra esperança vem fugaz e vou...
You & me – o violino, à noite, a emoção.
Fabrício Caetano 23 de Maio de 2011
Foto: Fabrício Cae.

Estou percebendo uma nova chance de carinho.
Fico com o músculo real em pedacinhos
Enquanto minha mente se conforta e
Abre-se como um pergaminho.
Ouvindo amores e
Querendo dores de amores;
Tendo em vista
Uns olhos sorridentes que vêem tudo brilhar;
Olhos mansos, tranqüilos.
Olhos que me pedem,
Olhos que me inspiram,
Bocas que padecem em sons inaudíveis.
Pleno reconhecimento do genuíno
Busca carnal, sem ser banal.
Tons em preto & preto.
Intercalados pelos tons brancos impuros
Fabrício caetano, 18 de Maio de 2011

E lá se foi....
E agora vem,
Vem novamente
Vem completamente
Um dia isso foi
E agora vem alguém.
Agora escuto os passos
Onde antes não havia ninguém.
As portas do vermelho estão
Já cansadas do vai-vem.
As portas do vermelho buscam
Os já distantes “ficos” de alguém.
Tenho que, mas não quero que...
A brisa vai soprando
Mas o prazer-doloroso é senti-la passando
E não ficando.
Fabrício Caetano - 15 de abril de 2011

Estou numa redoma.
Chame-me bolha.
Palll...pallll
Pallavv..palavrrr
Pa-la-vra...
PALAVRA.
Minhas idéias estão trancadas
Dentro desse cofre : “EU”.
Meus sentidos estão num estado de torpor
Eu não sei de onde vieram.
- Esta deve ser a era de saber o que não é real
Crie a sua pomba livre!
- Prendendo-a nunca saberá
Se ela esta contigo porque quer ou porque a seguras.
Tenho na mente uma pressão
Que vem forte e me paralisa
Chama-se convívio.
Sons cortados e inaudíveis cortam-me as cordas.
Fabrício Caetano, 18/02/2011

Minhas pequenas ruínas
Reuniram-se, ou melhor, chocaram-se.
O despertar foi triste
Um dos que deixam lágrimas.
Com essa aurora venho
Menos poético – ( com um copo meio vazio )
Pode ser que o tempo esteja
Empedrando-me.
Não há mesmo
Motivos aparentes para
Esse azul
No qual me encontro.
Senão os desencantos
Senão os que eu quero
Senão os errados
Senão os de nunca.
Fabrício Caetano 21 de fev. de 2011

Eu gosto dos teus pêssegos.
Sinto que a humanidade deveria ter
Uma sensibilidade tão alta
Quanto à dos teus lábios
Não há comparação.
É terno e hipnotizador
O tom que eles têm
E digno de doce contemplação.
Um suave pousar de inseto na flor
Torna-se catastrófico.
É o sutil bater das asas do beija-flor;
Quem olha não vê.
Aquele que toca
É recebedor da graça
Regozijante e ardente
Da pele suave de tua fruta.
Fabrício Caetano, 23 de Julho de 2010

Minhas rimas e tragos
Não são mesmo os mesmos
Desde que o inicio do “fim” começou.
São muitas pérolas
Para apenas uma ostra.
Que seja esse então o momento.
Vejo que pessoas
São erradamente tidas como vítimas
Do Eu - Ego, meu ego.
“O que mata um homem
São as certezas e não as dúvidas”
Percebo que é necessária
A compreensão do direito
À individualidade.
- Japanese way of life:
Silêncio, respeito.
Fabrício Caetano, 18 de fevereiro 2011